Cosmepopeia final contém poemas inéditos, corrigidos e republicados.
COSMEPOPEIA é a epopeia da chegada do Homem ao planeta até sua saída
para a Era Astral. Compõe-se de três partes: COSMOPASSADO, COSMODERNO
E COSMOFUTURO.
Retratar a vida do Homem no planeta é um projeto ambicioso,
diríamos até imodesto. Mas aqui lembramos Victor Hugo, no prefácio
à "Legenda do Séculos", onde dizia que, se seus versos não fossem
belos, o plano poético era belo. Parodiando Platão, para quem mais
belo que as estrelas era a ideia de criá-las. Plano que veremos em
páginas a seguir numa sinopse.
A epopeia combina remotos e milenares sonhos da História, da filosofia,
das mitologias e religiões: Paraíso Perdido, viemos duma
supercivilização, somos bíblicos anjos caídos, o Super-Homem
de Nietzsche, o eterno retorno de Vico, o mundo-perfeição de
Platão: descendemos duma supercivilização que provinha dum
superplaneta e que, com a extinção deste, buscava no espaço
um outro para habitar. Parte desse tronco inicial caiu na
Terra em formação e daí evoluirá até chegar à Era Espacial,
buscando aquele tronco do qual se desprendeu, sabendo então
toda verdade sobre sua origem, finalidade, Deus, imortalidade
etc... Mas se não o encontrarmos? O mistério perdurará para
sempre (ideia exposta no poema "Lenda Astral").
Alguns poetas cantaram o passado ou a modernidade como Victor
Hugo e Verhaeren. Com menos intensidade outros também o
fizeram noutras literaturas, mas nós tentamos um quadro
maior, abrangendo a conquista espacial.
Tudo indica que fomos o primeiro poeta do mundo a cantar
a Era Astral, como comprovam escritores e órgãos internacionais,
que ressaltaram nosso pioneirismo e valor (transcrições anexas).
Incrível que poetas do mundo não aproveitassem o rico veio de
temas das coisas, invenções, máquinas e descobertas,
acontecimentos - que séculos anteriores jamais contiveram -
como os séculos 19/20.
A. Thibaudet, crítico francês, estranhava que a literatura
não tivesse tocado nas grandes invenções do século. Também
Sully-Prudhomme se admirava de os jovens poetas franceses
não cantarem os temas que a ciência moderna oferecia: O
escritor inglês Andrew Lang criticava a literatura de sua
pátria por não versar sobre os grandes temas da época.
Damos um exemplo pessoal no poema "Acaso Infinito", onde
idealizamos uma hipótese cosmológica: fim da gravitação,
que descobertas posteriores de astrônomos norte-americanos
confirmaram.