Seu pai foi rábula, uma espécie de juiz, considerado como a pessoa mais sábia da cidade de Limoeiro no Ceará e que, na revolução de 30, foi cassado por apoiar o presidente deposto, Washington Luiz. Foi assim que a família veio para o Rio de Janeiro, onde moraram no número 105 da rua Correia Dutra, Catete e que se tornou conhecida pensão da época.
Aos 17 anos o poeta perdeu seu pai que tivera um câncer no pulmão. Apesar deste choque, sempre se dedicou muito aos estudos e foi considerado o melhor aluno de História do colégio Ateneu São Luiz, em toda a existência deste. Além de estudar Filosofia e História da Civilização, lia em vários idiomas como francês e espanhol.
Aos 20 anos foi aprovado para o cargo de jornalista num concurso público para o Ministério da Educação, então Ministério da Educação e Cultura, MEC. Trabalhou ainda como revisor das revistas Seleções do Reader's Digest, do jornal O Globo e outros jornais.
Casou-se aos 33 anos com Maria Marlene Pereira Lima, com quem teve 4 filhos e viveu feliz por quase 45 anos. Ficou viúvo em novembro de 2003. Mora hoje com uma das filhas no bairro carioca onde viveu parte de sua infância e juventude, sendo o poeta que mais versejou sobre seu bairro.